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Oportunidades no mercado dos EUA para exportadores brasileiros

Atualizado em

Este guia é para marcas e fabricantes brasileiros que avaliam os EUA como próximo mercado. Ele mostra quanto o Brasil já vende aos EUA, quais setores de consumo têm espaço para produtos brasileiros e como as tarifas de 2026 afetam cada um, as regras de cada setor, os principais canais de venda e como testar a demanda antes de comprometer estoque.

Quanto o Brasil já vende aos EUA

Os EUA estão entre os principais destinos das exportações brasileiras. Pelos dados do U.S. Census Bureau, as importações americanas de bens do Brasil foram de US$ 39,9 bilhões em 2025. O USTR, com base nos mesmos dados, registra uma queda de 5,7% em relação a 2024.

Importações dos EUA de bens do Brasil por ano, de 2023 a agosto de 2026, segundo o U.S. Census Bureau
PeríodoImportações dos EUA vindas do BrasilVariação sobre o ano anterior
2023US$ 39,1 bilhõesNão se aplica
2024US$ 42,3 bilhões+8,3%
2025US$ 39,9 bilhões-5,7%
2026 (janeiro a agosto)US$ 24,1 bilhõesAno incompleto

Fonte: U.S. Census Bureau, comércio de bens com o Brasil, valores nominais sem ajuste sazonal, consultados em outubro de 2026. Os números do lado brasileiro (exportações registradas no Brasil) diferem um pouco por critérios de valoração e de data; use uma fonte por vez e cite qual. A tabela é revisada periodicamente, então confira a edição atual antes de usar esses valores.

Entre os produtos mais citados nessa pauta estão commodities e bens de grandes indústrias, como petróleo, celulose, aço, café, carne, aeronaves e máquinas. Para uma marca brasileira menor, a pergunta útil é outra: quais categorias de consumo têm espaço para um produto novo, que regras se aplicam e qual canal chega ao comprador com uma margem que ainda funcione depois do frete e dos tributos. E os tributos mudaram em 2026. Em outubro de 2026, os produtos brasileiros podem pagar duas tarifas da Seção 301 somadas à alíquota normal: 25% pela medida específica para o Brasil, desde 22 de julho de 2026 (aviso do USTR de 20 de julho de 2026), e 12,5% pela medida sobre várias economias, desde 24 de julho de 2026, cada uma com suas isenções. Nosso guia sobre envio para os EUA a partir do Brasil explica como calcular o tributo.

Setores de consumo com espaço para marcas brasileiras

Não existe um ranking oficial de “oportunidades” para marcas pequenas, então trate a lista abaixo como ponto de partida para sua própria pesquisa, e não como dado de mercado. São categorias em que a origem brasileira, um ingrediente ou uma história de produto costuma fazer parte do que o comprador americano paga, e em que remessas pequenas e um teste de mercado são viáveis.

  • Cafés especiais e alimentos embalados: café torrado e em cápsulas, açaí e polpas, castanhas, doces, biscoitos, molhos e produtos sem glúten. Os não perecíveis são os mais fáceis de testar, porque viajam e ficam armazenados sem cadeia de frio. O aviso de 25% isenta o café solúvel sem sabor e lista códigos de café e o açaí; para café torrado, confira o código exato.
  • Beleza e cuidados pessoais: cuidados com os cabelos, cuidados com a pele, perfumaria e produtos com ingredientes da biodiversidade brasileira. A parte regulatória é moderada, mas fórmulas e rótulos costumam precisar de ajustes para os EUA. Não encontramos cosméticos na lista de isenções da medida de 25%; confira seu código HTS.
  • Calçados, couro e acessórios: calçados femininos, sandálias, bolsas e cintos. O pedido de isenção para calçados foi recusado, então as duas tarifas da Seção 301 podem incidir; refaça o custo total antes de passar preço.
  • Moda praia e vestuário: moda praia, fitness e moda autoral. O vestuário também não recebeu isenção da medida de 25%, e as regras de rotulagem são específicas, mas administráveis.
  • Casa, decoração e design: cama, mesa e banho, utilidades, cerâmica, artesanato e móveis de design, muitas vezes vendidos por varejistas independentes e online. Móveis e produtos de madeira sujeitos à Seção 232 ficam fora das medidas da Seção 301, mas pagam a tarifa da Seção 232.
  • Peças, componentes e máquinas para distribuidores: vendas B2B a distribuidores industriais. O pedido de isenção para máquinas agrícolas foi recusado, então confira o código de cada item.

Repare no padrão do aviso de 25%: muitas das grandes commodities brasileiras aparecem na lista de isenções, enquanto bens de consumo como vestuário e calçados ficaram de fora. Por isso, as marcas de consumo são as mais expostas às novas tarifas e precisam refazer o preço com cuidado. Bebidas alcoólicas, suplementos, dispositivos médicos e medicamentos também podem ser grandes oportunidades, mas seguem regimes próprios de licença ou aprovação, fora do escopo deste guia.

Regras dos produtos por setor

As regras dos EUA são definidas por órgãos federais, e alguns estados acrescentam as suas. Ter os registros da Anvisa, do MAPA ou do Inmetro em dia é uma boa base, mas não substitui nenhuma das etapas abaixo. Confira-as antes de imprimir embalagens para os EUA ou embarcar estoque.

Órgãos dos EUA e principais exigências por setor de produto
SetorÓrgão nos EUAO que ter em ordem
Alimentos e bebidasFDARegistro da instalação de alimentos, Prior Notice para cada remessa, um importador FSVP, rotulagem americana com Nutrition Facts e alergênicos
Carnes bovina e suínaUSDA FSISEstabelecimento habilitado a exportar para os EUA; o Brasil é elegível para carne bovina e suína, cruas e processadas
Cosméticos e cuidados pessoaisFDARegistro da instalação e listagem do produto pela MoCRA, pessoa responsável no rótulo, registros de segurança, rotulagem de ingredientes nos padrões dos EUA
Vestuário e têxteis para o larFTCEtiquetas com composição das fibras, país de origem e nome do fabricante ou do comerciante, ou número RN
Eletrônicos e produtos sem fioFCCAutorização de equipamento para aparelhos que emitem radiofrequência, além das regras das transportadoras para baterias
Produtos infantis e brinquedosCPSCEnsaios e certificado de conformidade com as normas de segurança aplicáveis

Alimentos e bebidas

Instalações que fabricam, embalam ou armazenam alimentos para os EUA devem se registrar na FDA e renovar o registro a cada dois anos; a janela de renovação atual vai até 31 de dezembro de 2026. Cada remessa precisa de Prior Notice (aviso prévio), e os rótulos devem seguir o formato americano, com tabela nutricional no formato Nutrition Facts, ingredientes, principais alergênicos e conteúdo líquido em unidades americanas e métricas. Rótulos brasileiros raramente funcionam sem mudanças. A FDA lista o Brasil em 35 alertas de importação, entre eles os de alergênicos não declarados, micotoxinas e sucos fora do HACCP; a maioria vale para empresas específicas, não para um produto inteiro. Veja como importar alimentos para os EUA para as etapas da remessa.

Cosméticos e cuidados pessoais

Pela Modernization of Cosmetics Regulation Act (MoCRA), instalações que fabricam ou processam cosméticos devem se registrar na FDA, e a pessoa responsável indicada no rótulo deve listar cada produto e manter registros que comprovem a segurança dele. Alguns produtos vendidos como cosméticos no Brasil, como protetores solares, são regulados como medicamentos nos EUA. A FDA mantém um alerta de importação sobre cosméticos com aditivos de cor irregulares que cita o Brasil, então confira cada corante permitido nos EUA. Nosso guia sobre conformidade com a MoCRA para marcas de beleza internacionais traz os detalhes.

Vestuário e têxteis

As regras de rotulagem de têxteis e lã da FTC exigem que a maioria das roupas e dos têxteis para o lar mostre a composição das fibras pelo nome genérico e em percentual, o país de origem e o nome do fabricante ou do comerciante ou seu número de identificação registrado (RN). Calçados e chapéus ficam fora da Textile Act, mas chapéus e chinelos com lã entram nas regras da Wool Act.

Eletrônicos

Produtos que emitem radiofrequência, de caixas de som sem fio a aparelhos inteligentes, precisam de autorização de equipamento da FCC antes de serem comercializados nos EUA. A homologação da Anatel não substitui essa autorização. Produtos com baterias de lítio também têm restrições no transporte aéreo, o que afeta o envio de amostras e de estoque.

Produtos infantis

Brinquedos e outros produtos para crianças estão entre os bens de consumo mais regulados nos EUA. As regras da CPSC exigem ensaios e um certificado de conformidade, e muitos produtos infantis precisam ser ensaiados por um laboratório aceito pela CPSC. A certificação do Inmetro não substitui esses ensaios. Reserve orçamento para os testes americanos antes de escolher essa categoria para um primeiro teste.

Canais de venda: Amazon, varejo, distribuidores e venda direta

Canais de venda nos EUA para marcas brasileiras comparados
CanalO que ofereceO que exige
AmazonAcesso rápido ao consumidor americano e a avaliaçõesUnidades preparadas e etiquetadas antes de chegar à Amazon, estoque nos EUA, verba de publicidade
VarejoVisibilidade da marca e pedidos recorrentesMargem para o varejista, cadastro como fornecedor, cumprimento das regras de roteirização e etiquetagem
Distribuidores e atacadistasAlcance em muitas lojas e regiõesMargem para cada elo, condições claras de território e exclusividade
Venda direta ao consumidorDados do cliente, controle e margem integralEstoque e fulfillment nos EUA, marketing, gestão de devoluções

Amazon. Desde 1º de janeiro de 2026, a Amazon não oferece mais serviços de preparação e etiquetagem de itens nos EUA, então as unidades precisam chegar aos centros de distribuição prontas para venda. Nosso guia sobre requisitos de preparação Amazon FBA em 2026 mostra o que isso significa para embalagens e etiquetas, e o guia sobre vender na Amazon dos EUA sem empresa americana trata da conta e do importador.

Varejo e distribuidores. Varejistas e distribuidores ficam cada um com uma margem, então um preço que funciona na Amazon pode não funcionar na prateleira. Leia como funciona a distribuição atacadista nos EUA para marcas estrangeiras, como vender para compradores do varejo nos EUA e como formar o preço para o mercado dos EUA antes de enviar uma tabela de preços.

Venda direta ao consumidor. Enviar cada pedido do Brasil como encomenda significa que cada pacote passa pela alfândega dos EUA e paga os tributos devidos, porque o tratamento de minimis está suspenso para todos os países desde 29 de agosto de 2025. Com as tarifas da Seção 301 sobre produtos brasileiros, isso pesa ainda mais em cada pacote. A maioria das marcas que vende direto envia em lote para um estoque nos EUA e atende os pedidos de lá, por exemplo com fulfillment de e-commerce nos EUA.

Testar a demanda com remessas pequenas

Antes de comprometer um contêiner ou assinar com um distribuidor, um teste pequeno e estruturado mostra se o comprador americano quer seu produto, a que preço e por qual canal. Um teste prático tem uma região, uma lista curta de compradores, um ou dois produtos, um prazo definido e uma planilha de avaliação por escrito. Nosso guia sobre como testar seu produto com 25 compradores nos EUA descreve o método.

Diagrama 1 Um teste pequeno no mercado dos EUA para uma marca brasileira
  1. Antes do embarque Adequar o produto Rótulos, registros e ensaios dos EUA para um ou dois produtos
  2. Courier, aéreo ou LCL Enviar um lote pequeno Algumas caixas ou paletes para um estoque nos EUA
  3. Semanas 1 a 4 Amostras e propostas Amostras e ofertas para uma lista curta de compradores
  4. Semanas 4 a 12 Fazer o follow-up Pedidos, objeções e recompras registrados na planilha
  5. Fim do teste Decidir Ampliar, ajustar a oferta ou parar

A primeira remessa pode ser pequena. Courier, frete aéreo e LCL funcionam para algumas caixas ou paletes; o guia como enviar seus primeiros 100 produtos para os EUA sem contêiner compara as opções. Deixe parte do lote como amostras nos EUA, para que os compradores as recebam em dias, e não em semanas; o guia sobre envio de amostras para compradores nos EUA explica como. A Abanro pode receber um lote de teste como esse na Califórnia e enviar de lá as amostras e os primeiros pedidos.

Exemplo hipotético. Uma marca paulista de cuidados com os cabelos, com três produtos campeões de venda, quer saber se salões e lojas de produtos de beleza independentes nos EUA fariam recompra.

Ela faz o registro e a listagem pela MoCRA, confere os corantes da fórmula, adapta os rótulos para os EUA e envia dois paletes em LCL de Santos para um armazém nos EUA. Antes de embarcar, confere o código HTS e as duas tarifas da Seção 301 no custo total. Depois envia amostras para uma lista curta de salões e lojas especializadas em uma região, acompanha respostas e recompras por três meses e só então decide se procura um distribuidor. O dinheiro em risco fica limitado a dois paletes, às mudanças de rótulo e ao tempo de prospecção.

Apoio brasileiro à exportação para os EUA

  • ApexBrasil. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Atração de Investimentos (ApexBrasil) oferece o PEIEX (Programa de Qualificação para Exportação), cursos, inteligência de mercado, participação em feiras e eventos no exterior, projetos setoriais e atendimento personalizado para encontrar mercados e parceiros. Também mantém programas como Exporta Mais Brasil, Jornada Exportadora e Brasil Feito à Mão, este voltado ao artesanato.
  • Guia oficial do exportador. O guia Aprendendo a Exportar, do Siscomex, cobre em capítulos a classificação fiscal, a escolha do mercado-alvo, a adequação do produto, a formação do preço de exportação, a negociação com o importador e a operação da exportação.
  • Financiamento e seguro de crédito. O capítulo de financiamento da exportação do mesmo guia lista o Proex (Programa de Financiamento às Exportações), as linhas do BNDES, o Seguro de Crédito à Exportação (SCE) e os adiantamentos ACC e ACE, que o guia descreve como os principais produtos privados de financiamento à exportação, com cerca de 70% do total concedido. Para ACC e ACE, o caminho é o seu banco.
  • Estatísticas. O U.S. Census Bureau publica todo mês o comércio de bens dos EUA com o Brasil, o que ajuda a acompanhar a tendência depois das tarifas de julho de 2026.

Programas de apoio e critérios de elegibilidade mudam, então confira as condições atuais com cada instituição antes de planejar em cima deles.

Como a Abanro ajuda marcas brasileiras a entrar nos EUA

A Abanro é uma parceira de logística porta a porta para vendedores internacionais, com armazém nos EUA, perto dos portos de Los Angeles e Long Beach. Para um primeiro teste nos EUA, podemos coletar uma remessa pequena no seu armazém no Brasil, embarcá-la, cuidar do desembaraço aduaneiro nos EUA como parte da remessa, receber e inspecionar a mercadoria, manter amostras em estoque com a gestão e envio de amostras e enviar pedidos para a Amazon, varejistas ou clientes.

Para marcas de alimentos e de beleza, a Abanro também oferece programas de entrada no mercado dos EUA com compradores no sul da Califórnia: o programa Entrada nos EUA: Alimentos e bebidas, para alimentos não perecíveis, e o programa Entrada nos EUA: Beleza e cuidados pessoais. Cada comprador decide o que compra, e os programas não prometem um resultado de vendas. Veja em entrada no mercado dos EUA como as peças se encaixam.

Conte o que você fabrica, qual canal nos EUA tem em mente e a situação dos seus rótulos, e sugerimos um primeiro passo adequado.

Falar sobre entrada no mercado dos EUA

Este guia é uma informação geral, não uma orientação jurídica ou regulatória. Exigências dos órgãos, alíquotas e programas de apoio mudam; confirme-os para o seu produto antes de embarcar.

Fontes e leituras complementares

  1. Comércio de bens com o Brasil (importações e exportações dos EUA por ano e por mês), Departamento do Censo dos EUA (U.S. Census Bureau)
  2. Brasil: página do país (comércio bilateral de 2025 e ATEC), Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR)
  3. Aviso de ação da Seção 301 sobre atos, políticas e práticas do Brasil (91 FR 45516, 20 de julho de 2026), Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), Federal Register
  4. Aviso de ações nas investigações da Seção 301 sobre várias economias (91 FR 47318, 28 de julho de 2026), Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), Federal Register
  5. Lei de Modernização da Regulamentação de Cosméticos de 2022 (MoCRA), Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA)
  6. Exigências de rotulagem das leis de têxteis e lã (Textile and Wool Acts), Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC)
  7. A FDA lembra as instalações de alimentos da renovação bienal do registro, Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA)
  8. Alertas de importação por país: Brasil, Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA)
  9. Estabelecimentos estrangeiros elegíveis (carnes e produtos de ovos), Serviço de Segurança e Inspeção de Alimentos do USDA (FSIS)
  10. ApexBrasil: Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Atração de Investimentos, ApexBrasil
  11. Aprendendo a Exportar, capítulo 8: Financiamento da Exportação, Siscomex, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
  12. Aprendendo a Exportar (guia oficial do exportador), Siscomex, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Fontes verificadas em

Perguntas

Quanto os EUA importam do Brasil?

Segundo o U.S. Census Bureau, os EUA importaram US$ 39,9 bilhões em bens do Brasil em 2025, abaixo dos US$ 42,3 bilhões de 2024, e US$ 24,1 bilhões de janeiro a agosto de 2026. O USTR registra a mesma queda de 5,7% em 2025. Os valores são nominais e são revisados; confira a tabela atual antes de citá-los.

Os produtos brasileiros pagam tarifa nos EUA em 2026?

Sim, conforme o código HTS. Em outubro de 2026, além da alíquota normal, podem incidir a medida da Seção 301 específica para o Brasil, de 25%, e a medida de 12,5% sobre várias economias, ambas somadas à alíquota normal. Muitas commodities e os produtos da Seção 232 estão isentos de uma ou das duas, mas vestuário, calçados e máquinas não receberam isenção da medida de 25%. Nosso guia sobre envios do Brasil para os EUA explica o cálculo.

Preciso abrir empresa nos EUA para vender lá?

Normalmente não. Muitas marcas brasileiras vendem a compradores americanos ou na Amazon a partir da empresa no Brasil, com a própria empresa ou o comprador americano atuando como importador registrado (importer of record). As regras para importadores registrados estrangeiros estão ficando mais rígidas: a Ordem Executiva 14411 determinou novas restrições que ainda não estão em vigor em outubro de 2026, então confira as regras atuais. Uma entidade nos EUA pode fazer sentido mais tarde por motivos fiscais, contratuais ou bancários, uma pergunta para seu contador ou advogado.

Registros da Anvisa ou do MAPA valem nos EUA?

Em geral, não como tais. Registros, notificações e certificações brasileiros não substituem as regras dos EUA. Laudos de ensaio muitas vezes podem ser reaproveitados se cobrirem a norma americana, mas o registro, a certificação e a rotulagem exigidos nos EUA continuam necessários.

Por qual canal uma marca brasileira deve começar?

Depende do produto e da margem. A Amazon dá acesso rápido ao consumidor, o varejo e os distribuidores trazem volume, mas exigem margem para a cadeia, e a venda direta ao consumidor dá dados e controle. Muitas marcas começam com um canal e um estoque pequeno nos EUA e depois acrescentam um segundo.

Planejando seu primeiro teste nos EUA a partir do Brasil?

Conte sobre seu produto, o canal que você tem em mente nos EUA e a situação dos seus rótulos. Respondemos em até 6 horas.

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